martes, 13 de octubre de 2009

Terra!

Quando eu me encontrava preso/Na cela de uma cadeia/Foi que vi pela primeira vez/As tais fotografias/Em que apareces inteira/Porém lá não estavas nua/E sim coberta de nuvens.../ Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?.../Ninguém supõe a morena/Dentro da estrela azulada/Na vertigem do cinema/Mando um abraço prá ti/Pequenina como se eu fosse/O saudoso poeta/E fosses a Paraíba.../Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?.../Eu estou apaixonado/Por uma menina terra/Signo de elemento terra/Do mar se diz terra à vista/Terra para o pé firmeza/Terra para a mão carícia/Outros astros lhe são guia.../Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?.../Eu sou um leão de fogo/Sem ti me consumiria/A mim mesmo eternamente/E de nada valeria/Acontecer de eu ser gente/E gente é outra alegria/Diferente das estrelas.../Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?.../De onde nem tempo, nem espaço/Que a força mãe dê coragem/Pra gente te dar carinho/Durante toda a viagem/Que realizas do nada/A través do qual carregas/O nome da tua carne.../Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?/Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?/Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?.../Na sacada dos sobrados/Das cenas do Salvador/Há lembranças de donzelas/Do tempo do Imperador/Tudo, tudo na Bahia/Faz a gente querer bem/A Bahia tem um jeito.../Terra! Terra!/Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?/Terra!

2 comentarios:

Cristalnomano dijo...

hermisísima letra, gracias por traerlo.

Irene Gruss dijo...

Sí, y perdón si tiene muchos errores; no domino el portugués. Gracias, Irene

Somos parecidos a esos sapos que en la austera noche de los pantanos se llaman sin verse, doblegando con su grito de amor toda la fatalidad del universo.
René Char


No haría falta amar a los hombres para darles una ayuda real. Sólo desear hacer mejor cierta expresión de su mirada cuando se detiene en algo más empobrecido que ellos, prolongar en un segundo cierto minuto agradable de su vida. A partir de esta diligencia y cada raíz tratada, su respiración se haría más serena. Sobre todo, no suprimirles por entero esos senderos penosos, a cuyo esfuerzo sucede la evidencia de la verdad a través de los llantos y los frutos.
René Char